terça-feira, 31 de agosto de 2010

A colheita manual

A grande diversidade de condições ambientais em que o café é cultivado faz com que o período de colheita se estenda de setembro a março no hemisfério Norte e de abril a agosto no hemisfério Sul.
Dependendo da variedade e das condições climáticas, o arábica precisa, desde a floração até a maturação do grão, de um período variando de seis a oito meses. Já o robusta, de nove a onze meses. Em alguns países da faixa equatorial ocorrem duas florações e portanto duas maturações. Tudo depende da frequência das chuvas.
A colheita do café exige muita mão- de- obra num curto período de tempo e absorve cerca de um terço do trabalho manual de todas as fases do cultivo.
Da disponibilidade e do custo dessa mão-de-obra depende o futuro da produção cafeeira em muitos países produtores. Quando estes braços temporários não existem, ou é difícil de contratar , como acontece no Havaí, na Austrália e em algumas regiões do Brasil, recorre-se cada vez mais à colheita mecanizada.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O café no Brasil


No alvorecer do século XIX, a economia brasileira vivia dificuldades financeiras. O ouro de Minas Gerais estava escasseando e o açúcar não tinha condições de concorrer com os engenhos das Antilhas e de Cuba, além do que a Europa já produzia açúcar de beterraba.
Nesse momento surge um novo produto de exportação que sustentaria o desenvolvimento do Brasil; o café.
A bebida chegou no Brasil em 1727 por meio do sargento-mor Francisco de Mello Palheta, oficial português. Ele recebeu as mudas do grão pelas mãos do governador da Guiana Francesa.
Primeiro as mudas foram plantadas no Pará, depois no Rio de Janeiro por volta de 1776.Em poucas décadas espalhou-se e chegou a Resende, Barra Mansa, Valença e Vassouras, Guaratinguetá, Lorena, Pindamonhangaba e Taubaté.
A moeda do café fez fortunas e ficaram conhecidas como "Barões do Café".
No final do século XIX, o Brasil dominava 70% da produção mundial e ditava as regras do mercado internacional.

domingo, 29 de agosto de 2010

Café do Quênia

Recebi ontem de presente um maravilhoso café em grão, do Kenya, Starbucks 100% arábica.
O café chegou ao país pelas mãos dos europeus.Ali encontram-se cafés arábicos despolpados.
Os cafés do Quênia são um dos mais apreciados no mundo. São comercializados como "AA" ou "A", qualificação que se refere ao tamanho do grão.
Os cafés quenianos apresentam acidez prazerosa alta e bastante aroma. O servido na Starbuks tem um maravilhoso sabor frutado que lembra grapefruit ou frutas pretas, uma acidez suave e um corpo médio e elegante.
Este café merece um ritual especial.
Gracias Paula,valeu.

sábado, 28 de agosto de 2010

A mais antiga cafeicultura do mundo

A cafeicultura na Etiópia, a mais antiga do mundo,produz um dos tipos da arábica mais valorizada. Grande consumidora também a Etiópia depende de 2/3 do café para suas exportações.Grande parte do café provém dos úmidos bosques das montanhas do sudoeste.
A maior parte da colheita etíope é obtida sem o uso de produtos químicos, mas a ausência de uma certificação oficial não permite sua comercialização como produto orgânico. A àfrica oriental produz somente o arábica.O café da Etiópia é um dos melhores cafés do mundo.
Já no restante do continente africano,o cultivo predominante é o da robusta.A Costa do Marfim é o maior produtor de robusta africano. O robusta com forte caráter terroso tem um sutíl aroma de madeira tropical por ser plantado ao lado do cacau .Outro país onde o café também tem essas características é Camarões.
O cultivo de robusta na África sofreu alguns reveses nas últimas duas décadas. O declínio da produção de alguns países somou-se a uma diminuição dos padrões de qualidade em outros.
Essa erosão foi o resultado de fatores climáticos, guerras civis e escolhas político-econômicas opressivas para os agricultores, mas já se está assistindo uma inversão dessa tendência.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Descafeinado, nem tanto

A molécula de cafeína é um alcalóide e perde potência durante processos de descafeinação e a torrefação.Se o processo de torra for feito de maneira inadequada serão produzidas texturas e sabores desagradáveis. Um processo de qualidade protege as características originais de sabor e de aroma do café mesmo guando a cafeína é eliminada.Um descafeinado de qualidade feito à partir do processo suiço com água, com 100% da espécie arábica e torrada a ar, pode originar uma gostosa xícara de expresso descafeinado ou café filtrado.
O mercado de descafeinado tem crescido muito .Já é responsável por 20% do consumo dos Estados Unidos de café.
O processo de descafeinação começou no século passado na Alemanha.Hoje em dia existe apenas três métodos principais usados pela indústria do café; o suiço (utiliza água, sem produtos químicos e com grãos de alta qualidade),o método com água, que utiliza produtos químicos , mas não altera o sabor e o aroma.O método com solvente,como o cloreto de metileno e o acetato etílico são os utilizados neste processo. Embora o cloreto de metileno seja alvo de críticas por ser perigoso ao meio ambiente, seu uso é permitido desde que os resíduos sejam retirados do café. Já o acetato etílico pode ser produzido sinteticamente a partir de ingredientes naturais. Infelizmente não há como saber se a fonte do solvente é natural ou sintética.
Antes de comprar o café descafeinado seria preciso olhar o rótulo e verificar se a descafeinação foi a partir da espécie robusta ou arábica.A espécie robusta tem muito mais cafeína do que a arábica.Então, por conclusão, o verdadeiro 100% descafeinado seria apenas da espécie arábica. Infelizmente também os rótulos de qualquer café nunca informa a espécie , a planta ( arábica ou robusta)do café.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Café arábica (menos cafeína)

O café arábica, ou Coffea arábica, é o mais importante, saboroso e caro dentre as espécies existentes, pois a planta é de melhor qualidade.É do gênero Coffea, familia Rubiaceae, responsável por 80% da produção mundial. É originário das regiões montanhosas da Etiópia, na África. A árvore é delicada, atinge de 5 a 6 metros de altura e precisa para sobreviver de clima temperado e muito cuidado. Requer uma temperatura amena de até 26º C. A arábica possui mais trigonelina, sacarose e lipídios do que a robusta, o que pode interferir no aroma e no sabor da bebida.A arábica tem menos cafeína, o teor é de 0,06 contra 1% a 1,2% de outro grão convencional

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Café robusta (rico em cafeína)

O café robusta , uma espécie de café, é originário das regiões equatoriais baixas, quentes e úmidas da Bacia do Congo, na África. O nome científico da espécie robusta é C. Canephora Pierre , foi introduzida no Brasil por volta de 1920.
No Brasil o café conilon é uma variedade da robusta(vulgarmente chamado de canelão). As folhas são grandes, de cor clara e com nervuras salientes,nos meses secos elas pendem para baixo, agrupando-se umas sobre as outras para dificultar a perda de água. Este café no passado foi menos valorizado, mas vem a cada dia com mais aceitação.
Os principais mercados importadores desse café são Estados Unidos, Argentina e Canadá sob a forma de grão, industrializado como café solúvel, além da industrialização como café torrado e moído em ligas ou misturas com café arábica para consumo interno.
A planta tem um rendimento superior à arábica, embora os grãos sejam menores. A planta é mais precoce e mais resistente que a arábica e demora até 11 meses para amadurecer.
É cultivada em terrenos baixos e seus grãos são menos perfumados.
A quantidade de cafeína é maior ( entre 2 e 4,5%, comparados com 1 e 1,5% de arábica) bem como a de ácidos clorogênicos (9 a 10%, comparados com 6 a 8% da arábica).