Com minha máquina de espresso no conserto, já estava sem o hábito de tomar um café passado com saquinho de pano à moda Miguela, minha querida mãe. Era tão maravilhoso o ritual do café na casa dela, que hoje com olhos buscadores de detalhes da memória , acho que já havia alí um Bistrô perfeito na sua expressão mais fiel. Ela sempre postada na cozinha, nos seus afazeres, mas sempre em posição de espera de alguém para servir, essa era a principal característica do seu grande coração bondoso. Naquela cozinha ela fazia verdadeiros manjares, pratos de sabores únicos, tanto que nunca mais pude comer camarões que não fossem os dela. A chaleira sempre posta no fogão aguardando ser aquecida a qualquer momento. Sobre a mesa xícaras e quitutes como; doce de batata doce, ou de abóbora em pedaços, ou ambrozia , ou arroz de leite. Nada disso eu sequer provava, não gostava de doces, no entanto já considerava o café que ela fazia, simplesmente divino. Ela intuitivamente já conhecia a temperatura ideal da àgua para não queimar o café. As xícaras ficavam em "banho- maria", sempre limpas e quentes. O pó do café , das poucas marcas que haviam no mercado, ela tinha lá suas preferências, ou o café Haiti, o Pacheco e depois o Mellitta. Não faz muito tempo que POA passou a conhecer outras marcas além dessas. Hoje, com certeza eu levaria para ela cafés muito bons que surgiram no mercado e que passei a apreciar pelos sabores e aromas. Levaria cafés Gourmet, Blends especiais, grãos 100 % Arábicas .Buscaria os melhores, todos no "Armazém Café " em Londrina, Paraná, porque lá encontro os cafés que eu mais gosto. Ela só não aceitaria ter uma máquina de espresso, ia preferir e continuar usando o bule e o saco de pano , e eu não me incomodaria em absoluto. Ela certamente com esses cafés maravilhosos , me serviria o melhor café . Café na cozinha da mãe há de ser sempre o melhor café! Café de mãe além da àgua e do pó , contém amor! Estou agora aqui , já sem ela, mas lembrando disso com saudade boa, enquanto preparo um especial café passado no meu bistrô. Hoje é sábado, e está chovendo!
Ambiente: uma mesa, sobre ela um bule de café quentinho, pães caseiros, livros e revistas. O tempo de um cafezinho pode durar apenas um minuto, mas também uma tarde inteira. Tudo vai depender da companhia.
sábado, 18 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Café com aromas
Nas cafeterias, o horário da manhã é sempre o mais movimentado. Não tenho dúvidas que o prazer de tomar café é mais evidente pelas manhãs . Depois de uma noite de sono, estômago vazio, recebemos o primeiro café como um elixir maravilhoso, e estamos prontos para os compromissos do dia. Esse sabor do primeiro café da manhã é simplesmente maravilhoso. Para mim, o café tem que ser tomado na sua essência pura, sem açúcar , adoçante ,ou qualquer outra substância que lhe mascare o verdadeiro gosto. Por isso, mas respeitando todos os paladares contrários, não me agrada café com sabores. No mercado já tem cafés com aromas de chocolate com menta, com limão, caramelo e outros. Para quem gosta, o café Baggio, de inegável qualidade, 100% arábica, com vários sabores artificiais , já está nas prateleiras dos mercados de nossa POA.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Arrumar a casa
Sempre que arrumamos a casa, de alguma maneira estamos organizando a vida da gente. Comecei a arrumar a estante dos CDS, e achei maravilhas alí esquecidas . Livros, CDS e DVDs são preciosidades que registram as épocas da história pessoal e do nosso tempo. Uns não dizem nada, nunca disseram, devemos desapegar e descartar. Existem alguns , no entanto, que sempre estiveram visíveis nas estantes, esses fazem parte diária das nossas vidas, vão embalando e sonorizando todos nossos momentos como pano de fundo de nosso cenário real. Esses estão incorporados e fazem parte de nós. São nossas testemunhas, e nos identificam e revelam a nossa personalidade musical e sentimental.
Enquanto arrumo as estantes estou ouvindo Frédéric Chopin , Ballada no. 1 , op.23, executada por Argerich, pianista fabulosa. Pelo jeito o fundo musical do dia de hoje será à la Chopin ! Quando se quer a vida pode ser musical.Nada melhor para acompanhar este momento de organização sonora do que um café especial que me foi presenteado pela minha amiga Lúcia ,da Fazenda Império-Cerrado- Brasil, Madame D'orvilliers!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Café com Nelson e Fernanda
Outro dia, e já estou ótima. As manhãs curam todas minhas feridas. Depois de vários contatos com pessoas ligadas ao ramo do café sobre a possibilidade de algum curso de barista, agora é só aguardar, não tenho o que fazer! Então enquanto aguardo o que surgir primeiro, vou aqui organizando meus desejos próximos. Estão chegando aqui no Theatro São Pedro, como presentes pelo seus 153 anos, Nelson Freire e Fernanda Montenegro. Fernanda estará no palco de 11 a 14 de agosto com "Viver sem Tempos Mortos", monólogo em que a atriz nos aproxima da ensaísta francesa Simone de Beauvoir, à partir da correspondência com o companheiro Jean-Paul Sartre. Já o queridíssimo pianista Nelson Freire estará no teatro dia 15 de agosto, tocando A Sinfonia nº7, op.92 e o Concerto para Piano nº4 , op. 58, ambas de Beethovenn. Então, este é o mês para ficar aguardando os queridos e grandes acontecimentos. Que fazer! Então, enquanto isso vou ficar treinando meus cafés, quem sabe de tanto tentar consigo um "perfeito".
terça-feira, 14 de junho de 2011
Plano B, ou café com sal
Novamente o curso de Barista que eu começaria hoje, foi cancelado. No primeiro faltou alunos, no segundo a professora barista ficou resfriada. O que impressiona é a falta de um plano B, ou seja de uma opção alternativa de quem se propõe a dar aulas. As pessoas interessadas no curso provavelmente se organizam, tiram férias, esquematizam tudo a volta visando conseguir fazer um curso com dedicação integral. A facilidade com que são desmarcados os cursos , não fazem jus ao estabelecimento que se propõe a ensinar . Se Porto Alegre tivesse opções de cursos oficiais sobrando, nem me daria o trabalho de comentar este cancelamento, ocorre que é difícil, Poa também não tem um Plano B. Tentei o SENAC, não tem previsão, nem consta no rol dos cursos. Bem, após reverter todo o esquema que havia montado para me dedicar ao curso, que não é barato, que fazer? Aguardar pacientemente outro curso na mesma empresa, já sem credibilidade para mim, partir para um Plano B ou tomar café com sal ? Amanhã resolvo, agora vou me refugiar no " Cravo e Canela" da Dona Sula, tomar um gostoso café que ela sabe fazer com carinho e também como receber as pessoas com sabedoria !
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Café , "amor à primeira vista"
O meu gosto pelo café começou admirando minha mãe na cozinha da casa passando café no bule azul de ágata com saquinho de pano. Já adulta fui me interessando pelo cultivo do café, pelas espécies de plantas, pela história, torrefação, moagem, produtores , enfim fui me apaixonando. Só tinha um senão fundamental, o café era considerado vilão para a saúde.Então minha paixão era mais platônica, literária, ,poética, mais "olho no olho". Após este período negro, com estudos científicos retirando o café deste elenco maléfico, pude me entregar ao café da forma que sempre desejei, de corpo e alma, "aroma e sabor". Primeiro criei este blog . Minha casa começou a sofrer transformações, a cozinha virou um Bistrô , com duas mesas, balcão, estantes de livros e revistas, máquinas de espresso e moagem, louças e utensílios inerentes ao preparo do café. Meu cenário estava perfeito, só faltava a parte prática, a tiragem do café, a latte art ( minha paixão).
Finalmente amanhã começo um curso de Barista de turno integral. Dia a dia vou contar aqui sobre o curso. Vou registrar minha façanha de aprendiz de Barista. Uau, acho que estou chegando lá! Não tenho dúvidas, á noite sonhamos , de dia aprendemos!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
O café e o amor tem prazos de validade
Em matéria jornalística de Guilherme Genestreti, da Folha de São Paulo, há uma série de questionamentos sobre o tempo de duração de uma paixão . Para o senso comum, a prova de amor vem da "crise dos sete anos". Já um psicólogo evolucionista diria que o prazo de validade do amor gira em torno de quatro anos. Um levantamento feito em cerca de 10 mil residentes nos EUA pela Universidade de Wisconsin encontrou um tempo de três anos. Neste estudo amor e paixão foram considerados sinônimos. E por aí vai o estudo repleto de entrevistas sobre o tema. A conclusão é a seguinte; há um prazo de validade. Afinal, como tudo na vida tem um tempo de duração, não há o que lamentar, há o que transformar! Pois é , o café também tem o tempo dele. Muitas embalagens do produto, além de não informarem a espécie da planta (arábica ou robusta) ignoram a data de validade. Em média, depois de embalado, dura , mais ou menos, seis meses. O ideal seria adquirir o café em embalagens de 250 gr. As pessoas lentamente já estão ficando mais atentas à estas observações, já estão selecionando mais os produtos que estão consumindo porque temos que considerar , o café e o amor tem prazo de validade .
Assinar:
Postagens (Atom)