quarta-feira, 20 de abril de 2011

Festa de criança

Os aniversários da infância na década 50, só partilhavam brincadeiras com os amiguinhos da rua, ou com os primos nos fins de semana. Não existia a possibilidade de hoje , das crianças receberem colegas de aula em casa.




Festejavam no jardim e na calçada da casa. As meninas brincavam de Sapata , também chamada de Amarelinha, o chão era riscado em quadrados com giz , que eram vencidos com um pé só. Os meninos brincavam de Mandrake e nos paralizavam com um simples estalar de dedos. As meninas brincavam de Estátua. Depois, já exautos íamos para a sala onde estava a mesa de doces, o bolo com a velinha, cantar o "parabéns" que era o ápice da festa, e , retorno ao jardim, brincar mais um pouco e, fim da festa.


Meus filhos já tiveram festas bem mais concorridas, fartas e animadas.A geração deles já foi uma preparação e tanto para as festas de hoje.




Hoje nos aniversários das crianças, comparece a aula inteira, ou seja, são todos amigos. São festas em clubes ou locais próprios para eventos . Os convidados, além das crianças, se estendem aos pais dos colegas, amigos, e familiares. São festas para mais de 100 pessoas. Salgados, doces e bebidas passando sem parar aos convidados.


Hoje a criança não recebe o presente pessoalmente, nem fica sabendo quem trouxe. Todos pacotes, ainda fechados ,ficam com a recepcionista. Provavelmente a criança os verá no outro dia ,que também será uma festa abrir um saco recheados de presentes.




Os pais e as crianças de hoje são muito mais festeiros. Todos já estão nas redes sociais. A vida da criança hoje já inicia com muitos amigos, é muito mais dinâmica, com mais compromissos, mais atividades, provavelmente muito mais repleta de oportunidades e, quem sabe, mais alegre e feliz.


Os tempos são outros e nunca poderemos comparar.


O que importa é que éramos muito felizes com o que tínhamos .

Feliz aniversário Gui, com um beijão da vó.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Passeio guiado




Para quem vai a São Paulo nos feriados de páscoa, uma dica;


Sucesso de público, o Roteiro do Café foi prorrogado até o dia 19 de junho em São Paulo. O passeio é uma boa opção para os turistas conhecerem em pouco da história da cidade e sua relação com o café.




A Estação da Sé é o ponto de partida. Na caminhada até a Estação São Bento, o guia explica como a economia baseada na cultura cafeeira contribuiu para o desenvolvimento urbano no final do século 19 e início do século 20.



Uma das curiosidades é conhecer a primeira cafeteria, em 1850, instalada informalmente na casa de Maria Emilia Vieira, conhecida como Maria Punga, que servia café em xícaras importadas da França aos estudantes da Faculdade de Direito. Nas proximidades também se instalaram outras cafeterias como o Galo da Sé, Café São Paulo, Girondino, Café Brasileiro e Café dos Andes.


Os participantes embarcam na Estação São Bento e a próxima parada é a Estação da Luz, linha de trem instalada para transportar o café produzido no interior até o porto de Santos.


O roteiro foi criado pelo São Paulo Turismo, por meio do projeto Turismetrô, em parceria com o café Moka.


Para quem ama o café e sua história , é uma boa pedida.


Rei

Roberto Carlos completa 70 anos de vida hoje. Um brinde a ele.

domingo, 17 de abril de 2011

Glória Kalil


Passei lendo neste domingo.


Encantador o livro "Chic[érrimo]" de Glória Kalil. É uma reedição atualizada, uma obra, que como todas outras da autora vem recheada de dicas úteis para todo os tipos de problemas do dia-a-dia das pessoas que curtem viver com elegância.


Inicia o livro questionando se ainda é possível ser chic nos dias de hoje, onde as pessoas estão ligadas à imagem e à exterioridade, e ela mesma responde que é, que sempre é moderno ser chic, e sempre será.


A partir daí, ela vai elencando , com muita graça , todas as transformações que o mundo passa e as adaptações que as pessoas vão se sujeitando para poder se enquadrar nos novos códigos de etiquetas.


No capítulo , Um Upgrade do Guarda-Roupa, Glória dá um baile de bom humor; diz ela que a roupa é um retrato não falado de cada um de nós, e que toda roupa quer dizer alguma coisa, é uma escolha individual que mostra como queremos ser vistos e avaliados, e que não nos enganemos as roupas que usamos se parecem com a gente.


Glória conta que recentemente arrumando seu armário, descobriu que 90% das roupas eram pretas e que este look não a representava mais, então doou boa parte do negrume e abriu espaço para outras cores. Admite que é preciso coragem para dispensar o que não combina mais com sua fase atual, mas que é preciso.

E por aí vai o livro com graça e leveza, nos fazendo ler de uma tacada só.

Valeu o domingo!

sábado, 16 de abril de 2011

"Prá onde ir.!..Prá onde ir !"


Sábado pela manhã chovendo em Poa, sem poder caminhar no calçadão de Ipanema, e para piorar sem luz , lembrei uma música linda que Victor Hugo canta divinamente; "Pra onde ir...prá onde ir", lá lá lá...e me pús a cantarolar (não é a mesma coisa admito) , mas me inspirou.

Resolvi então ir até o Schopping Iguatemi, onde, além de dar umas caminhadas, queria conhecer a nova cafeteria do "Z Café" que inaugurou ontem. A novidade é que além das tradicionais mesinhas individuais, há uma sala ampla, com mesas de centro, sofás e jornais do dia para ler. Pedi um café expresso ,maravilhoso, e solicitei ao garçon a gentileza de tirar uma foto, que tal ?

Pronto meu dia estava ganho!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O sal

Interessante a leitura do livro de Mark Kurlansky que trata da trajetória do sal em todos os tempos. O livro de 460 páginas que conta a história do sal passando pela economia e a religião , é ao mesmo tempo técnico e histórico.


Quando comprei o livro tinha apenas a curiosidade de conhecer os benefícios e malefícios do sal visando a saúde do corpo. Fui surpreendida com um livro simples, completo e fascinante do ponto de vista informativo.


O sal, que hoje se encontra em qualquer supermercado, um dia já foi uma das mercadorias mais procuradas no curso da história da humanidade. Desde o início da civilização até cem anos atrás.

O sal está no cotidiano de todos nós, mesmo daqueles que querem evitá-lo pela saúde.

Está na religião dos antigos hebreus assim como na maioria dos judeus atuais, símbolo da eterna aliança de Deus com Israel. Ele sela as transações por ser imutável, no entender também dos islamitas, e os egípcios, gregos e romanos anteriores a Cristo o utilizavam com água em sacrifícios e oferendas, talvez inspirando o que seria a água benta cristã.


O sal se confunde com a história do mundo. Nenhum outro produto o substitui e sem ele desapareceriam a carne seca, o arenque e o bacalhau.


Em 1930, guando Gandhi caminhou 400 km até o mar em desafio ao odioso " imposto do sal" britânico, o colonianismo voltou a vacilar, e o mundo, a mudar.


Em 1901, guando um domo salino foi perfurado no Texas e revelou uma imensa reserva de óleo, fez-se história com o sal: começou a Era do Petróleo.


Kurlansky conclui que o sal respeitando as épocas, teve a mesma corrida que hoje existe pelo petróleo . Para ele " em todas as épocas, as pessoas têm por certo que as coisas que elas consideram valiosas são as que de fato têm valor".


A nota do dia: Como tudo na vida, só é preciso moderação em seu uso.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

Sem desperdícios




A leitura do livro de John Naish, "Chega de Desperdício", chegou para mim num momento especial de mudanças.



No livro, Nash reúne experiências neurocientíficas e estudos evolutivos para explicar por que o cérebro humano é programado para querer sempre mais, e descreve como o capitalismo se aproveita disso para fazer com que você consuma mais do que precisa. Por exemplo, no período neolítico , quem armazenasse mais objetos tinha maior probabilidade de sobrevivência. Além disso a comida era escassa, e apenas aqueles que aproveitavam todas as oportunidades de se alimentar sobreviveram.






A busca desenfreada pela satisfação nos levou a produzir mais comida, mais objetos e até mais informações do que somos capazes de consumir, no entanto nosso cérebro permanece programado para acreditar que não temos o bastante. Quando conseguimos adquirir algum produto, rapidamente surge nova versão, e lá vamos nós buscar o mais recente.


Não tem fim o consumismo. É preciso frear o gasto desnecessário. Tornou-se um ciclo vicioso, que traz inúmeras consequências para nós e para o meio ambiente.






A mensagem do livro é que podemos ser felizes com menos, sem desperdício.


Meta do dia: Vou pelo menos tentar um pouco por dia.